#thegirltravels – Ilhabela, pt. II

Portugues.

Ilhabela is right off the coast of São Paulo, approximately 4 hours away from São Paulo city. It’s an archipelago of islands, the largest one is Ilha de São Sebastião (St. Sebastian Island). The island is rich in history and tradition, its settlement reaching far back to the time of Amerigo Vespucci and further still to the Tupinambas (Native Indians) who lived there before. Because it was a haven for explorers and the scene of many shipwrecks on its rocky beaches, there are numerous opportunities for diving and checking out ancient wrecks, which are now home to exotic sea life.

The archipelago lives up to its name, beautiful island. The inhabitants live around the shoreline, and the middle is overtaken by Atlantic forest. The rumor is 94% of the island is completely untouched. I don’t doubt it. São Sebastião is home to hundreds of freshwater springs, some of which experience no human interference from spring to ocean, meaning the fresh water stream goes from its source to the ocean without encountering human contact, pipes, homes, roads, etc. The most developed area is the part of São Sebastião that faces the continent. From there, there are only trails for 4×4 vehicles that lead to the other side of the island and its hidden beaches.

This is a place for adventurersfor kayakers, divers, hikers, history enthusiasts, sunset lovers, nature appreciators. Or…people who just want to rest. During the summer season (December-February) thousands flock to the islands, but July was the perfect time for us to hide away in this beautiful place.

July did mean cold ocean water, however. We braved it. We convinced ourselves that having just camped in Banff where the water is so cold it hurts your bones, the Atlantic in July was refreshing.

We decided explored two beaches near the hotel: Praia Grande and Praia da Feiticeira. Praia Grande is one of the longer stretches of beach on the island and home to São Benedito Chapel. We splashed in the clear water, took pictures at São Benedito Chapel, and moved on to watch the sun set at Praia da Feiticeira.

São Benedito Chapel
There’s a beautiful manor overlooking a Praia da Feiticeira, and it’s a pastime of almost all who visit to wonder and guess at the history of the ancient place. The legend surrounding the house involves a witch, pirates, and the slave trade. As the story goes, a former owner made a deal with pirates and slave traders who used her beachfront property as a point of entry to smuggle in slaves after slavery was abolished in the 1850s.
Years later, old and disturbed, she made her slaves bury her treasure in the forest. Paranoid and sure they would come back for it, she killed them. Haunted by her actions, she went mad and disappeared, leaving behind her treasure untouched.
Crazy right?
The beach itself gives a completely different vibe. It is small and secluded, almost like a private beach just for you. There are no snack stands or noisy roads. It’s you, the sand, lapping waves, and the sunset. And maybe a group making a beach bonfire over there.

Jabaquara beach was the furthest we got. We followed the road until it became a dirt path through the forest. Once the road ended, we picked up a couple that was hitchhiking to Jabaquara. They had taken the bus as far as it would go and relied on the kindness of strangers to get to the beach. We saw a few other people getting and giving rides; apparently, it’s a common way to get to Jabaquara.
When you go to Brazil, don’t get scared of street vendors. They’re harmless and often useful. They will be on the side of the road, meandering through traffic, and sometimes at the beach. They set up beach chairs, tables, and parasols in front of their snack stands. Normally they don’t charge if you sit at one of them, although it’s always nice to order something, even if just a water. They were at Jabaquara. We had to pay for parking, but it was convenient and shady. Others sold snacks, local artisanal trinkets, and natural mosquito repellant.
Let’s talk for a second about mosquitoes. Because the island is so conserved and covered in untouched forest, there are plenty of black flies. We didn’t necessarily see them, nor were we kept up at night or from enjoying anything because of them, but… we knew they were there. Having been warned, we applied bug spray daily and kept a mosquito repellent plug in our room. Take and apply repellent. They won’t give you a tropical disease or anything, but their bites are annoying (you will see several people completely freckled and marked with bites), take a while to disappear, and some people have allergic and painful reactions. Again, if you go prepared you’ll be fine.
We walked down through the trees and the view opened up to another beautiful stretch of dark sand and clear waters. Jabaquara is almost deserted. The waves at Jabaquara are my favorite to swim in: they crest high but only break extremely low and close to the shore. It’s a tranquil beach with a freshwater lagoon that then flows lazily into the ocean. The freshwater comes from the mountains, so it is colder than the ocean water, but it offers the perfect solution to getting rid of the sticky saltwater before going home.
Fresh water
Where the fresh water streams into the ocean

Jabaquara from up top
Ilhabela was a beautiful experience. We want to return someday and explore the other side. But until then, we have the memories and photos.
Thanks for allowing me to share with you!
P.S. I got the story of the Feiticeira Beach here.
 
Portugues
_________________________________________

Ilhabela fica na costa de São Paulo, a aproximadamente 4 horas da cidade de São Paulo. É um arquipélago de ilhas, o maior deles é a Ilha de São Sebastião. A ilha é rica em história e tradição, seu povoamento volta ao tempo de Amerigo Vespucci e ainda mais aos Tupinambás (índios nativos) que viviam lá antes ainda. Por ser um paraíso para os exploradores e o cenário de muitos naufrágios em suas praias rochosas, há inúmeras oportunidades para mergulhar e conferir naufrágios antigos, que agora abrigam a vida marinha exótica.

O arquipélago faz justo ao seu nome, bela ilha. Os habitantes vivem ao redor da costa, e o meio é tomado pela Mata Atlântica. Dizem que 94% da ilha está completamente intocada. Eu não duvido. São Sebastião abriga centenas de nascentes de água doce, algumas das quais não sofrem interferência humana da fonte ao oceano, o que significa que o fluxo de água doce vai da nascente até o oceano sem encontrar contato humano, canos, casas, estradas, etc. A área mais desenvolvida é a parte de São Sebastião que está voltada para o continente. De lá, há apenas trilhas para veículos 4×4 que levam ao outro lado da ilha e suas praias escondidas.

Este é um lugar para aventureiros – para andar de caiaque, mergulhar, fazer trilha, e para entusiastas da história, amantes do pôr do sol, apreciadores da natureza. Ou … pessoas que só querem descansar. Durante a temporada de verão milhares de pessoas migram para as ilhas, mas julho foi o momento perfeito para nos escondermos neste lindo lugar.

Julho significava, no entanto, água gelada. Nós enfrentamos. Nós nos convencemos que tendo acabado de acampar em Banff onde a água é tão fria que dói os ossos, o Atlântico em julho seria refrescante.

Decidimos explorar duas praias próximas ao hotel: Praia Grande e Praia da Feiticeira. Praia Grande é um dos trechos mais longos de praia da ilha e abriga a Capela de São Benedito. Andamos pela a areia e na beira da água transparente, tirámos fotos na Capela de São Benedito e seguimos para assistir o sol se por na Praia da Feiticeira.

Capela de São Benedito
Há uma mansão com vista para a Praia da Feiticeira e é um passatempo de quase todos os que visitam a praia admirar e tentar adivinhar a história do lugar antigo. A lenda da casa envolve uma feiticeira, piratas e o tráfico de escravos. Segundo a história, uma ex-proprietária fez um acordo com piratas e traficantes de escravos que usavam sua propriedade à beira-mar como ponto de entrada para contrabandear escravos depois que a escravidão foi abolida na década de 1850.
Anos depois, velha e perturbada, ela fez seus escravos enterrarem seu tesouro na floresta. Paranoica e com certeza que eles voltariam para roubar suas riquezas, ela os matou. Assombrada por suas ações, ela enlouqueceu e desapareceu, deixando para trás seu tesouro intocado.
Loucura, né?
A praia em si dá uma vibe completamente diferente. É pequena e isolada, quase como uma praia particular só para você. Não há lanchonetes ou estradas barulhentas por perto. Você, a areia, o churuá das ondas e o pôr-do-sol.

A praia do Jabaquara foi a mais longe que visitamos. Nós seguimos a estrada até que se tornou um caminho de terra através da floresta. Quando a estrada acabou, demos carona para um casal que tambem estava indo até Jabaquara. Eles haviam tomado o ônibus até a estrada de terra e ficaram contando com a bondade dos outros para chegar à praia. Vimos algumas outras pessoas recebendo e dando carona; aparentemente, é uma maneira comum de chegar até Jabaquara.
Nós tivemos que pagar pelo estacionamento, mas era conveniente e na sombra. O homem também quis nos vender “repelente natural” mas já tinhamos. Sendo que a ilha é tão conservada e coberta de floresta, há muitos borrachudos. Não nos perturbaram nem atrapalharam o passeio, mas sabiamos que estavam por perto. Estávamos cientes e por isso aplicamos repelente diariamente e mantivemos um repelente fixo no nosso quarto. Se um dia visitar Ilhabela, leve e aplique repelente.

Nós caminhamos através das árvores e a vista se abriu para outro belo trecho de areia escura e águas claras. Jabaquara é quase deserta. As ondas eram do jeito que eu mais gosto: altas, mas só quebram no raso. É uma praia tranquila com uma lagoa de água doce que flui preguiçosamente para o oceano. A água doce vem das montanhas, por isso é mais fria do que a água do oceano, mas oferece a solução ideal para se livrar da água salgada antes de ir para casa.

Jabaquara
Ilhabela foi uma experiência linda. Queremos voltar um dia e conhecer o outro lado. Mas por enquanto, temos as memórias e fotos.
Obrigado por me permitir compartilhar com você!

 

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s