A porta da liberdade

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Quando eu era criança gostava de ficar perto de pessoas mais experientes ouvindo suas histórias. E como eram gostosos aqueles momentos! Em outras ocasiões, perdia a noção do tempo “viajando” nas páginas dos livros. Ainda hoje, um dos meus passatempos preferidos é colecionar reflexões. Quero compartilhar com você uma das que, ao longo da minha história, venho selecionando e guardando com muito carinho.

Reflita:

A porta feia da liberdade

“No Reino do Norte havia um rei que era muito polêmico por causa de seus atos de julgar. Ele pegava os prisioneiros de guerra e levava-os para uma enorme sala. Os homens eram enfileirados no centro da sala e o rei gritava:

 ‘Eu vou dar uma chance para vocês. Olhem para o canto direito’. Ao olharem, os prisioneiros viram alguns soldados armados de arco e flechas, prontos para a ação. ‘Agora’ – continuou o rei – ‘olhem para o canto esquerdo’. Eles notaram que havia uma terrível porta negra de aspecto dantesco. Crânios humanos serviam como decoração e a maçaneta era a mão de um cadáver. Algo horripilante, só de imaginar. O rei novamente gritava: ‘Agora escolham, o que vocês querem, a sorte com os soldados do lado direito ou abrirem aquela porta e entrarem lá enquanto eu os tranco? Vocês têm livre arbítrio, escolham!’ Todos os prisioneiros tinham o mesmo comportamento: na hora da decisão eles chegavam perto daquela porta assustadora com mais de quatro metros de altura, olhavam para os desenhos de caveiras, sangue, esqueletos e outras coisas espantosas e decidiam: ‘Quero a sorte com os soldados armados. Prefiro ser atravessado por flechas a abrir essa porta e ser trancado lá dentro’. Milhares optaram pelo que estavam vendo, e iam sendo presos ou mortos pelas flechas.

Finalmente a guerra acabou. Passado algum tempo, um daqueles soldados do ‘pelotão de flechas’ estava varrendo a sala quando o rei chegou. O soldado, com toda reverência e meio sem jeito, perguntou: ‘Grande rei, eu sempre tive uma curiosidade. Não se zangue com minha pergunta, mas, o que existe além daquela porta?’. O rei respondeu: ‘Lembra-se de que eu dava aos prisioneiros duas escolhas? Pois bem, vá e abra a porta’. O soldado, trêmulo, virou cautelosamente a maçaneta e sentiu um raio de sol beijar o chão. Abriu mais um pouco e mais luz e um gostoso cheiro de plantas inundou o local. O soldado notou que a porta feia abria para um bosque e uma larga estrada. Foi aí que o soldado percebeu: a porta escura e feia era a porta para a liberdade.”

Muitas vezes as aparências enganam. Os prisioneiros não conseguiam olhar além daquela terrível porta! Não tinham fé para ver o que seus olhos não conseguiam enxergar.

Quando você se deparar com as “portas feias” – desemprego, tristeza, solidão, amargura etc. – lembre-se que Jesus não prometeu que você não passaria por dificuldades. Ele prometeu que estaria contigo nas provas, segurando sua mão, para não o deixar desanimar. Quando encontrar um grande obstáculo em seu caminho, não se aflija, pois com o tempo, ele se tornará pequeno, não porque ele diminuiu, mas porque você cresceu. Cresça a cada dia na esperança, fé e no amor para que, mesmo quando seus olhos não puderem enxergar o que está por vir, você confiará que Deus tem coisas melhores reservadas para você.

Norma Gessner

Norma Gessner

Norma has a B.A. in Portuguese is a graduate student in Textual Production. She is married to a pastor and is the mother to three young men. Norma loves to be with her family, staying at home and a good story. She likes collectiong stories about life. Favorite hobby: writing and cross stitching. Dreams: acquire a telescope and be a grandma. ||| A Norma é graduada em Letras pela UNIP e pós-graduanda em Produção Textual. É casada com pastor e mãe de três rapazes. Ama estar com a família e ficar, em silêncio, olhando o céu. É muito caseira e se diverte com uma boa história. Gosta de colecionar reflexões de vida. Passatempo favorito: escrever e bordar ponto cruz. Sonhos: adquirir um telescópio e ser vovó.

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